CURIOSIDADES DIVERSAS
"O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica. O pensamento positivo pode vir naturalmente para alguns, mas também pode ser aprendido e cultivado, mude seus pensamentos e você mudará seu mundo". Norman Vicent Peale

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

E.M.E.F. ENO BRUM PIRES

REDAÇÕES PREMIADAS "CONCURSO AGRINHO" - 2009




RUMO À CULTURA

Louis Riboulet (1871 — 1944) foi um pedagogo francês e professor de filosofia na Instituição Notre-Dame de Valbenoîte, autor de diversos livros sobre os métodos pedagógicos e articulista em diversas revistas sobre educação, entre elas a Revue Belge de Pédagogie. Riboulet era contrário aos expedientes tradicionais de educação que incluiam punições físicas aos alunos diletantes. Sua principal obra foi Rumo à Cultura.

Obras

Em português
  • Rumo à Cultura
  • História da Pedagogia
  • Disciplina Preventiva
  • Manual de Psicologia Aplicada à Educação
  • Curso de Pedagogia Cristã
  • Diretrizes metodológicas: metodologia geral e particular
Em francês
  • Conseils sur le Travail Intellectuel: aux Étudiants et aux Jeunes Maîtres (Prefácio de F. LavalléeLyon, Livraria Católica Emmanuel Vitte, 1928, 278 pp.)
  • Deux Bonnes Amies
  • Historie de la Pédagogie (Prefácio de André Baudrillart)
  • L'Eglise et l'Éducation
  • La Discipline Préventive et ses Éléments Essentiels
  • Manuel de Psychologie Appliquée à l'Éducation
  • Pédagogie Generalee
  • Seule a Dix Ans (Ilustrado por Gerard Tantet)

Referências bibliográficas

  • ERTZOGUE, Marina Haizenreder. Silenciar os inocentes: medidas punitivas para a recuperação de menores em estabelecimentos disciplinares mantidos pelo Estado (1945-1964). Centro Universitário de Porto Nacional - UNITINS 1.
  • RIBOULET, Louis. Trad. Maurice Teisseire e Antônio da Fraga. Rumo à Cultura. Rio de Janeiro: Globo1946.
  • RIBOULET, Louis. História da pedagogia. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1951.
  • RIBOULET, Louis. Trad. Mário Bachelet. Disciplina preventiva. 3. ed. São Paulo: FTD1963.

DE TUDO UM POUCO...


Que você tenha... de tudo... um pouco.

Sensibilidade
Para não ficar indiferente diante das belezas da vida.

Coragem
Para colocar a timidez de lado e poder realizar o que tem vontade.

Solidariedade
Para não ficar neutro diante do sofrimento da humanidade.

Bondade
Para não desviar os olhos de quem te pede uma ajuda.

Tranqüilidade
Para quando chegar ao fim do dia,  poder deitar e dormir o sono dos anjos.

Alegria
Para você distribuí-la, colocando um sorriso no rosto de alguém.

Humildade
Para você reconhecer aquilo que você não é.

Amor próprio
Para você perceber suas qualidades e gostar do que vê por dentro.


Para te guiar, te sustentar e te manter de pé.

Sinceridade
Para você ser verdadeiro, gostar de você mesmo e viver melhor.

Felicidade
Para você descobri-la dentro de você e doá-la a quem precisar. 

Amizade
Para você descobrir que, quem tem um amigo, tem um tesouro.

Esperança
Para fazer você acreditar na vida e se sentir uma eterna criança.

Sabedoria
Para entender que só o Bem existe, o resto é ilusão.

Desejos
Para alimentar o seu corpo, dando prazer ao seu espírito.


Sonhos
Para poder, todos os dias,  alimentar a sua alma.


Amor
Para você ter alguém para amar e sentir-se amado.
Para você desejar tocar uma estrela, sorrir pra lua.
Sentir que a vida é bela, andando pela rua.
Para você descobrir que existe um sol dentro de você.
Para você se sentir feliz a cada amanhecer
e saber que o Amor é a razão maior... para viver.
Mas se você não tiver um amor,
que nunca deixe morrer em você,
a procura... o desejo de  o encontrar.
Tenha de tudo, um pouco... e Seja feliz!


Lisiê Silva

ORAÇÃO DO ESTUDANTE


Senhor, eu sou estudante, e por sinal, inteligente. 
Prova isto o fato de eu estar aqui, conversando com você. 
Obrigado pelo dom da inteligência e pela possibilidade de estudar. 
Mas, como você sabe, Cristo, a vida de estudante nem sempre é fácil. 
A rotina cansa e o aprender exige uma série de renúncias: o meu cinema, o meu jogo preferido, os meus passeios, e também alguns programas de TV . 
Eu sei que preparo hoje o meu amanhã. 
Por isso lhe peço, Senhor, ajuda-me a ser bom estudante. 
Dê-me coragem e entusiasmo para recomeçar a cada dia. 
Abençoe a mim, a minha turma e os meus professores. 

Amém.

FERNANDO PESSOA - TRAVESSIA



"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos." (Fernando Pessoa)

TORRES: UMA DAS PRAIAS MAIS BONITAS DO RIO GRANDE DO SUL E DO BRASIL




quinta-feira, 17 de novembro de 2011

CREIO NO CRISTO VENCEDOR!

TEMOS MUITO O QUE ENSINAR 
E MUITO O QUE APRENDER

Na jornada da vida encontramos pessoas que quando partem fazem muita falta. Pensando bem, cada pessoa que passa ou fica em nossas vidas, faz falta quando vai embora!
Cada um que aproxima-se de nós deixa um pouco dele e leva um pouco de nós.
É a vida no seu curso que diz o quanto aprendemos de alguém ou quanto ensinamos a alguém.
Vivendo no dia-a-dia, sofrendo, sendo feliz, chorando, sorrindo,
caindo e levantando, aprendendo e ensinando... assim prosseguimos, com apenas uma certeza: um dia tudo isso passa e a vida transforma-se numa desconhecida. O pós -vida não nos pertence conhecê-lo, pois onde estaria a graça de viver, se já sabemos o que virá depois? Essa parte é do conhecimento apenas de Deus, o nosso criador.

domingo, 13 de novembro de 2011

VIDA: PRESENTE DE DEUS! PRESERVE-A!




PELA VIDA, SEMPRE!



O testemunho de Mônica, mãe de Giovanna, anencéfala
(nascida em 25 de março de 2005)

Sempre sonhei com a maternidade. Acho realmente que foi para isso que eu nasci. Tinha a pretensão de que para ter filhos, nós escolhíamos o melhor momento. E este momento, foi o ano de 2004. Nos preparamos desde o início do ano para uma possível gestação. Fiz exames, reduzi o número de atividades, etc.
 Giovanna foi um bebê feito com muito amor, nós a desejávamos muito. O exame que deu positivo foi festejado por todos ao nosso redor. Nas primeiras semanas, senti uma forte cólica que segundo a médica, poderia ser um princípio de aborto ou apenas uma cólica de implantação do embrião. Naqueles quinze dias de licença, com medo de perder meu bebê, lembrei que a mãe do Pe. André, um grande amigo nosso, o consagrou a Deus ainda quando estava em seu ventre. Achei aquilo lindo! Resolvi também consagrar meu bebê a Deus e pedi que Ele fizesse dela sua serva. Que ela pudesse apontar Deus para seus irmãos. Acreditei assim, que isto se daria a partir de alguns anos.
 No dia 10 de outubro na hora de deitar, falei ao meu marido que estava um pouco preocupada com a ultra que faria no dia seguinte, pois era nesta que se diagnosticava a anencefalia. Uma grande amiga minha tinha tido este diagnóstico a uns 3 anos atrás. Quando entramos para o exame, estava bem mais relaxada e preocupada em saber o sexo do bebê. Começamos a perceber o médico muito preocupado e calado. Quando perguntou se o meu médico estava no consultório naquele momento, gelei. O médico muito delicadamente avisou que a anencefalia era incompatível com a vida. Chorei e de mãos dadas com o Marcelo falamos seguramente que a nossa responsabilidade de pai e mãe em qualquer circunstância já tinha sido assumida quando a fizemos. Ela já estava ali, já se protegia em mim e nós já amávamos. Quando chegamos, procuramos na Internet algo que nos orientasse, mas como estava próximo da votação da suspensão da liminar que liberava o aborto nestes casos só conseguimos ler opiniões contra e a favor do aborto.
 O conforto veio de lindas cartas escritas por pais de bebês que possuíam anencefalia. Lendo-as, acabamos nos sentindo escolhidos e privilegiados. Aliás, era um confronto enorme, a tristeza que ficou da gestação de anencefalia da minha amiga, e o amor extremo expresso por estas famílias que viveram com seus filhos o tempo que Deus quis.
 Percebemos também que depois da consagração que lhe fiz, Deus tinha dado à ela uma grande missão. Mostrar que tinha vida e que era uma cidadã.
 Resolvemos que iríamos curtí-la intensamente cada momento. Gravamos todas as ultras, conversávamos com ela, e ela por sua vez, respondia com carinhosos chutinhos.
 Tínhamos o grande desafio de preparar a nossa família e os amigos para esta realidade. Como falar com uma mãe que vai perder seu filho? Pergunta-se como ela está? Como o bebê está? Foi através da carta da Ana Lúcia para o seu filho Vitor (anencéfalo) que preparamos as pessoas mais próximas. Com o amor por ela que passávamos para os outros, fizemos com que todos ao nosso redor, também a amassem.
 Foram meses de muita alegria. A única coisa que me fazia sofrer eram as pessoas que não viam vida em mim. Nitidamente, me viam como uma coitadinha que estava “brincando de ser mãe”. Não tocavam no assunto da gravidez. Eram capazes de me vir com aquele barrigão e fingir que não viam.
 Giovanna mudou muita coisa ao nosso redor. A começar pelo ultrasonografista, que enquanto nas primeiras ultras se referia a ela no passado (era uma menina), nas últimas já comentava que ela tinha “pernocas”, mostrava sua boquinha, etc.
 Nos dias que antecederam o parto, fiquei um tanto apreensiva. Seu nascimento que estava programado para entre 2 e 9 de abril, foi antecipado para 25 de março. Além de ser menos dias para eu curtí-la, (sabia que enquanto estivesse comigo,ela estaria bem)também seria em plena Sexta-Feira Santa .Pensava que era uma opção nossa e que como não se poderia evitar, o seu enterro poderia “atrapalhar” o feriado das pessoas.Tive uma gestação muito tranqüila como qualquer mulher.No final ,foi percebido um problema na minha placenta que não deixava passar nutrientes para ela como deveria. Como eu já havia preparado meu médico para ficarmos o máximo de tempo possível após o parto curtindo a Giovanna,ele antecipou para o dia da Paixão de Cristo. Quando me deparei com a paixão que nós três estávamos passando e pensei na  de  Cristo, percebi que a perfeição já começava no dia lindo que Deus escolheu para lhe recebermos e Ele recebê-la. Ofereci o nosso sofrimento pela conversão dos pecadores e Deus cuidou do resto. O dia começou com uma chuva fina, como uma forma Dele dizer: Estou presente!Aliás, nunca tivemos um momento tão íntimo com Deus como naquele dia e nos outros que se seguiram. Na maternidade, uma festa. Vinte e seis pessoas entre familiares e amigos aguardavam nos corredores e no quarto para terem a chance de viver o sublime momento da presença dela no meio de nós. Só alegria. Pe. André, padrinho escolhido antes do diagnóstico, me ministrou a Unção do Enfermos, confessou-nos e deu-nos a Eucaristia. Agora estávamos prontos. Na sala de parto, a nossa alegria e expectativa eram contagiantes. Quem via os nossos semblantes, não imaginava o que estava para acontecer. Foi muito tranqüilo e podemos sentir imensamente a presença de Deus ali.

Giovanna recém-nascida, chorando, sua mãe Mônica e Padre André, que fez o batismo.
 Giovanna nasceu às 14:17h. Fiquei preocupada pois não ouvia seu choro. Sabia que corria o risco dela não reagir, não respirar e falecer no momento que cortasse o cordão umbilical. Fiquei apreensiva esperando alguém me dar notícias dela. Foi quando ouvi seu chorinho confirmado pelo Pe. André que foi batizá-la. O Papai tirou muitas fotos dela quando o Doutor Alberto, seu pediatra, veio trazê-la para meus braços. Ela era linda! Tinha a boca do Papai e o meu nariz. Seu chorinho era como se me pedisse proteção e foi o que fizemos. Dei carinho, beijo, chorei, pedi desculpas pela vida curta que lhe daria e curtimos muito. Levaram ela e fiquei com uma sensação maravilhosa pois tudo que pedimos já tínhamos conseguido: Que ela fosse batizada e que tivéssemos um tempinho para curti-la. Fui para o quarto e umas 18:00 h fui vê-la. Cheguei lá, os batimentos cardíacos dela estavam baixos e o aparelho emitia um alarme. Ao vê-la fiquei muito emocionada, pois ela estava peladinha e pude observá-la melhor e ver seus pezinhos, seus bracinhos, fofa demais! Comecei a fazer carinho em sua perninha e dizer o quanto ela era amada e o quanto estávamos orgulhosos da sua força. Sem que eu soubesse do seu estado, seus batimentos começaram a subir de 94 para 129 e estabilizaram (o normal é entre 120 e 170) para a surpresa inclusive da enfermeira que estava conosco. Foi a prova física do que eu já sabia. Que ela me reconheceu como aquela que a protegeu durante os nove meses e deu até um “sorrisinho” de tão relaxada que ficou. Foram momentos inesquecíveis. Ver quanto éramos importantes para ela, era tudo o que precisávamos e ao mesmo tempo, nem sei se merecíamos tamanha alegria. Foi colo de Deus mesmo.

Giovanna no colo de sua mãe, Mônica.
 Umas 20:30 h pedi ao Marcelo para ver como ela estava. Ele voltou muito emocionado e disse que ela não estava muito bem, que respirava com dificuldades, que já devia ser a hora dela e que não achava bom eu ir lá. Choramos juntos e também rezamos juntos para que Nossa Senhora a recebesse quando chegasse lá e que ela não sofresse. A médica avisou à Miriam (madrinha da Giovanna) que era bom eu ir. Foi o que eu estava precisando. Quando cheguei lá, Giovanna não respirava mais, mais seu semblante era realmente de que não sofreu e de quem tinha partido nos braços da Mãe do Céu. Peguei  ela no colo e percebi naquele momento ela estava nos vendo e que sabia do amor que tínhamos por ela. Dei beijos e fiquei um tempo contemplando seu rostinho lindo.
 Seu enterro foi tratado às 9:00 h do dia 26 para às 11:00h do mesmo dia. A chuva fina permanecia e por ser um Sábado de Aleluia, imaginamos que as pessoas não teriam tempo de saber e de estarem lá. O carinho de todos foi tão grande que umas 90 pessoas entre amigos e familiares foram nos dar apoio. Marcelo carregou seu caixãozinho com o orgulho de quem deu a vida e dignidade quando esta já não era possível. Sabia que para esta filha, com certeza, teríamos dado o Céu. E que a vida que ela hoje vive não tem mais fim. Giovanna foi uma guerreira que mostrou aos mais incrédulos que era pequena no tamanho, mas grande na necessidade de mostrar o quanto sua vida era importante.

(a parte a seguir foi acrescentada pela autora depois da propaganda do aborto de anencéfalos pela revista Veja)
Hoje, aquela paz abriu espaço para uma inconformação quando ouço a frieza com que falam do assunto.
Chamam-me de hipócrita (Revista Veja 03/09/08) por eu acreditar que crianças que nascem com anencefalia (ausência parcial do cérebro) como minha filha, têm o direito de serem respeitadas como seres humanos e cidadãs que são. Hipócritas são os que defendem os direitos dos excepcionais, mas querem que estes sejam aniquilados pelas suas mães em seu útero se assim elas desejarem.
Minha filha viveu além dos nove meses em meu ventre, apenas 6 horas e 45 minutos, mas nasceu viva e por todo este tempo, respirou sem a ajuda de aparelhos e chorou ao nascer. Esta não é somente uma discussão entre “doutores” e a Igreja como querem que acreditem.
Sinto-me profundamente desrespeitada como mãe quando ouço que uma criança como a minha filha, não tem direito à vida e tê-la protegida pelas leis que regem o meu país. Não admito que se menospreze a importância da vida da minha filha como se faz.
Se estiverem preocupados com o emocional das mães, pensem não só nas mães que rejeitam este filho “imperfeito”, mas também nas mães que os acolheram como príncipes de suas vidas. E desta forma, fica impossível eu não sofrer profundamente ao ouvir que vocês até aceitam que eu leve a gestação até o fim, mas que minha filha não tem o direito de viver o tempo que não sabemos também se ainda teremos para viver. É como se dissessem que respeitam a minha opção de fingir que sou mãe.
Sofro ao ouvir que o que se tem no ventre materno é algo que nunca chegará a alguém”, “O útero materno é um casulo e o feto, uma crisálida que não chegará a ser uma borboleta. Tem o direito de nascer para morrer?” (Ayres Britto – O Globo 21/10/04). A constituição do meu país “abraça” a dignidade humana da minha filha e a coloca como cidadã que nasceu viva respirou sozinha e veio a óbito naturalmente. Com isso teve direito a certidões de nascimento e óbito e enterro digno como toda mãe deseja para um filho morto. Sofro ao ler em dicionários que anencéfalo é um monstro caracterizado pela ausência de cérebro. Minha filha não nasceu um monstro. Pelo contrario um bebê lindo que carregava características nossas como qualquer outro bebê. Também sofro ao ouvir mentiras tendenciosas como dizer que o bebê que nasce assim não tem vida. Quem não tem vida chora? [...]
Não me sinto no direito de julgar aqueles pais que tomaram decisão diferente, pois agem como um homem que por desespero atente contra a vida do assassino de um ente querido. Entendo seus motivos,mas não posso concordar com seus atos. Se eu concordasse com esta liberação, estaria aceitando que a vida da Giovanna é uma verdade relativa. A um interesse meu de passar ou não por um sofrimento. Se não quero passar por ele, então ela não tem vida. Se aceito, tem vida. Tem vida e pronto. Ponto incontestável na minha experiência de mãe que a vi respirar espontaneamente como qualquer outro bebê.
O governo deveria sim, dar todo o apoio físico e psicológico para esta mulher, para que assim como comigo, o que fique, não seja a dor de ter matado um filho, mas uma dor conformada, pois a protegi enquanto a vida lhe foi possível.
Rio de Janeiro, 10 de setembro de 2008.
Mônica Torres Lopes Sanches.

sábado, 12 de novembro de 2011

PLANTAR PARA COLHER!

Sementeira


Germinar sementes é fácil, basta seguir alguns cuidados.A produção de mudas de plantas através de sementes é tarefa geralmente simples, mas que exige alguns cuidados básicos. Ela pode ser feita em bandejas, tubetes, vasos ou saquinhos próprios para mudas. Em casa é possível aproveitar embalagens de garrafas pet, caixas de leite, latas, potes, bandejas plásticas, caixas de ovos, etc, perfazendo uma infinidade de recipientes recicláveis. O tamanho do recipiente é importante e está diretamente relacionado com o tamanho esperado da muda na época de transplante. Mudas de árvores e arbustos se desenvolvem melhor em embalagens maiores, enquanto que plantas herbáceas, como flores anuais, temperos e hortaliças, ficam bem nos menores. Recipientes de mudas podem ser reutilizados, mas é imprescindível que sejam escrupulosamente lavados e esterilizados antes de cada uso, evitando assim a transmissão de doenças entre os lotes. Algumas sementes exigem semeadura diretamente no local definitivo, pois são muito sensíveis ao transplante, como as cenouras por exemplo. Neste caso, prepare bem os canteiros e dispense os recipientes.
Sementeira
Até mesmo saquinhos feitos de jornal podem ser utilizados..
Foto: Jennifer
A escolha das sementes deve ser criteriosa. Elas devem possuir boa genética e serem livres de pragas e doenças. Sementes fracas e contaminadas são certeza de insucesso. Adquira sementes de empresas idôneas e responsáveis por sua qualidade, que fazem testes de germinação regularmente em todos os lotes. Escolha as sementes tendo como critério o local de origem das plantas e a estação do ano. Algumas espécies podem necessitar de frio para o seu desenvolvimento e desta forma não é indicado o seu plantio no centro-oeste, norte e nordeste por exemplo. Outras só devem ser plantadas na primavera, evitando-se as outras estações do ano.
Na maioria das vezes, quanto mais frescas as sementes, melhor é o seu poder germinativo. No entanto, muitas sementes de árvores, arbustos e plantas anuais, possuem dormência, o que faz com que o passar do tempo e das estações seja importante para a sua germinação. Essa dormência pode ser superada no caso de sementes duras de diversas árvores. Técnicas especiais de quebra de dormência, que podem incluir escarificação mecânica, imersão em água quente, ou até mesmo ácido sulfúrico, garantem germinação em tempo recorde e de maneira mais uniforme, facilitando o futuro manejo das mudas. Verifique sempre se as sementes que você está adquirindo necessitam quebra de dormência, para realizar os procedimentos corretamente, evitando frustrações futuras.
Estufa
Estufas simples podem ser construídas em qualquer cantinho.
Foto: Bev Wagar
Tenha em mente que o substrato ideal para o plantio está estritamente relacionado com o habitat da espécie escolhida. Cactáceas por exemplo, vão necessitar de um substrato mais arenoso. Plantas carnívoras preferirão turfas levementes ácidas e esfagno. Utilize substrato preferencialmente esterilizado, evitando assim que suas sementes entrem em contato com bactérias, fungos ou pragas, e desta forma apodreçam ou sejam devoradas antes mesmo de germinar. É possível comprar substratos prontos para semear, já fertilizados e esterilizados, mas a tarefa de encontrá-los pode ser difícil, então disponibilizamos uma receita simples, que deve funcionar bem na maioria dos casos:
  • 1/4 de terra comum de jardim
  • 1/4 de areia (ou vermiculita)
  • 2/4 de terra vegetal (composto orgânico)
Esterilize o solo, colocando-o no sol até secagem completa, revirando de vez em quando, perfazendo pelo menos 24 horas de solarização. Alternativamente é possível esterilizar o substrato colocando-o no forno por 30 minutos ou no microondas por 3 minutos para cada quilo de substrato.
Não utilize fertilizantes orgânicos não decompostos nesta fase, pois eles podem fermentar matando as pequenas plantas. Evite também o nitrogênio, pois pode ser muito forte para as frágeis raízes em desenvolvimento. No entanto, não abra mão de um bom fertilizante rico em fósforo e potássio, como um NPK 0.20.20, 0.30.20, ou 4.14.8, que garante raízes fortes e vigorosas, além de calcário para neutralizar o pH do substrato, evitando a toxidez por alumínio. Depois de completamente frio, adicione os fertilizantes e coloque o substrato nos recipientes (bandejas, potes, tubetes).
Sementeira
Sementes pequenas são mais facéis de distribuir com 
a ajuda de um papel dobrado.
Foto: Dwight Sipler
Faça uma pequena cova e deposite de 2 a 5 sementes em cada tubete, saco plástico ou célula da bandeja. A profundidade de cada sementes deve ser calculada em função do seu tamanho e necessidade de luz para germinar. A regra geral é cobrir cada semente com substrato peneirado em uma camada com cerca de 2 a 3 vezes o seu tamanho. Algumas sementes são tão pequenas que não necessitam ser cobertas. Não esqueça de identificar cada sementeira com uma plaquinha de identificação.
Irrigue com água da torneira descansada, para evitar os efeitos danosos do cloro. A freqüência das regas deve ser o suficiente para manter o substrato úmido, sem encharcar. Se faltar água no processo de germinação das sementes, elas se desidratam e morrem. Utilize para irrigar um regador de crivo muito fino, ou até mesmo um pulverizador, evitando-se assim molestar as sementes. Após a germinação é possível reduzir gradativamente as regas, de acordo com o desenvolvimento das raízes.
Sementeira
Uma janela pode ser o local ideal para germinação. Repare
que os recipientes são biodegradáveis e não precisam
ser retirados no transplante ao local definitivo.
Foto: DrStarbuck
Mantenha em local de bastante luz, porém sem sol direto. O ideal é construir um pequeno viveiro aberto nas laterais e coberto com sombrite, para o verão e locais quentes, ou uma estufa coberta com lona branca ou transparente, para o inverno e em locais frios. Se não for possível, coloque em local que receba luz indiretamente, como uma janela pegando o sol da manhã ou da tardinha, protegido de ventos fortes.
Quando as plantas estiverem com 2 a 3 pares de folhas, faça o raleio, retirando cuidadosamente das sementeiras àquelas que forem mais fracas e doentes, deixando apenas uma em cada célula. As mudas saudáveis, retiradas durante o raleio, poderão ser repicadas (replantadas) em novos recipientes preparados. Depois que as mudas atingirem 10 cm de altura (para herbáceas e arbustos), ou 15 a 20 cm de altura (para árvores), o que se dá cerca de 30 a 45 dias após a germinação; elas poderão ser plantadas para local definitivo ou para recipientes maiores. O transplante é uma ocasião delicada, que exige mãos habilidosas. Ele deve ser realizado preferencialmente em dias nublados e úmidos, e, se não for possível este tempo, prefira transplantar à tardinha. Se efetuado de bandejas sem divisórias utilize um garfo para auxiliar.
Sementeira
A repicagem e o transplante são tarefas delicadas.
Foto: Dwight Sipler
Transplantar de saquinhos e tubetes já é tarefa mais fácil, mas exige igual cuidado. Plante as mudinhas em covas bem dimensionadas, fertilizadas com 150 gramas de esterco curtido e 30 gramas de NPK 04.14.08. Misture bem os fertilizantes e estercos com a terra. Acomode a muda no centro e preencha as laterais com a terra adubada. Cuide para que o colo da muda permaneça no mesmo nível do solo. Irrigue diariamente até o perfeito "pegamento da muda", ou seja, quando ela der claros sinais de desenvolvimento. Respeite o espaçamento entre mudas e entre linhas da espécie que você estiver cultivando.
Sementeira
Uma sementeira bem preparada e identificada.
Foto: Dwight Sipler
Algumas mudas podem necessitar de tutores na fase de transplante, como árvores e trepadeiras, evitando assim tombamentos acidentais enquanto não estiverem fortes e enraizadas. Proteja as mudas de formigas cortadeiras com produtos específicos para este fim.
Por fim, desejo boa sorte a todos os jardineiros que se aventurarem no plantio de sementes. O plantio das suas próprias mudas de plantas ornamentais e hortaliças é uma tarefa realmente gratificante, mas o trabalho não termina por aqui: o cuidado com as plantas deve ser contínuo, não deixando faltar água e nutrientes, fazendo a manutenção com podas e tutoramentos e resguardando-as de pragas e doenças.